Acne e alimentação.

Acne e alimentação: como cuidar da sua pele

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Você sabia há relação entre acne e alimentação? Confira nesse post como é possível diminuir a incidência de cravos e espinhas, tanto na adolescência quanto na fase adulta, de forma natural. Veja quais são os alimentos que você deve evitar, quais deve consumir e os melhores suplementos para tratar essa condição.



Acne e alimentação

A acne é uma das doenças dermatológicas mais comuns no mundo.

Quanto aos fatores desencadeantes, existem tanto causas genéticas como também fatores ambientais e de estilo de vida. E e a dieta tem uma grande participação.

Os dois principais fatores envolvidos no aparecimento da acne são:

  • Elevada produção de sebo pelas glândulas sebáceas
  • Colonização por bactérias

Bactérias do gênero Propionibacterium acnes consomem o sebo produzido pela pele e se multiplicam causando a inflamação. Não é a toa que um dos tratamentos medicamentosos da acne seja justamente com antibióticos.

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Mas boa notícia é que há uma série de condutas simples que podem diminuir, ou mesmo eliminar a acne através do controle da produção de sebo.



Importância dos hormônios

Nossas glândulas sebáceas produzem sebo, que é indispensável para a saúde da nossa pele. Contudo, algumas pessoas sofrem com a produção excessiva dessa gordura.

Assim, é essencial atuar de forma a naturalmente controlar essa produção, que sofre grande influência hormonal.

A produção de sebo é estimulada pelo excesso de insulina, hormônio produzido em resposta a presença de glicose no sangue.

Mas também pela ação dos hormônios androgênicos, principalmente testosterona e di-hidrotestosterona (DHT). Tanto em pessoas do sexo feminino quanto do masculino.

O DHT, por exemplo, é um hormônio que se encontra muito elevado em mulheres com a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). Por isso, muitas mulheres com SOP têm problemas com a acne.

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Além disso, o IGF-1 ou fator de crescimento semelhante a insulina, também atua estimulando as glândulas sebáceas a produzirem sebo.

E quando estamos estressados nosso organismo produz altas concentrações de cortisol, outro hormônio. Este também estimula as células produtoras de sebo.

E como já comentado, quanto mais sebo, maiores são as chances de surgir a acne.

Mas esses fatores hormonais sofrem grande influência da alimentação. Por isso, escolhendo melhor os alimentos que serão consumidos é possível controlar ou mesmo eliminar a acne.

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Relação entre alimentos e a acne

Para tratar a acne através de alimentação confira três dicas:



1. Controle o tipo e a quantidade dos carboidratos ingeridos

Como já comentei, o excesso de insulina, em indivíduos geneticamente predispostos, leva ao aumento da produção de sebo.

Assim, para evitar que muita insulina seja liberada em grandes quantidades, é necessário que os alimentos que aumentam muito e rapidamente a glicemia sejam consumidos com parcimônia.

Em outras palavras, controlar a carga glicêmica e o índice glicêmico dos carboidratos ingeridos é essencial para o manejo da acne via alimentação.

Não é preciso fazer uma dieta low carb, mas deve-se sempre dar preferência a alimentos que contenham além de carboidratos também fibras.

Dessa forma, a glicemia vai subir mais lentamente, sem provocar picos de insulina. Como resultado as células produtoras de sebo serão menos estimuladas.

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Então é preciso reduzir o consumo de doces e farinhas brancas. Estas estão presentes no pão francês, na tapioca, nas massas, em bolos e biscoitos etc.

E dar preferência aos carboidratos que vêm de cereais integrais, leguminosas e hortaliças, que são ricos em fibras.



2. Diminuir o consumo de leite e derivados

Nas pessoas acometidas pela acne o consumo de leite e derivados deve ser eventual. Isso porque esses alimentos aumentam tanto a insulina como também o IGF-1.

O chocolate, principalmente ao leite, costuma aumentar a quantidade das espinhas. Mas isso acontece não por causa do cacau, mas devido ao açúcar e ao leite contidos no produto.

Por isso, se for consumir chocolate, dê preferência aqueles mais amargos, com no mínimo 70% de cacau. Estes além de não conter leite, tem menos açúcar.

Porém, com a redução do consumo de leite e derivados, que são ricos em cálcio, é necessário consumir outros alimentos que também sejam ricos nesse mineral.

Caso contrário ocorrerá deficiência de cálcio. Para saber mais confira o post Alimentos fontes de cálcio sem lactose.

O ideal, contudo, é não retirar completamente leite e derivados da sua alimentação. Pois a falta prolongada do consumo desses alimentos pode provocar intolerância a lactose.



3. Suplementar com ômega-3 e probióticos

Ômega-3

O ômega-3 tem uma ação anti-inflamatória amplamente reconhecida. O que é particularmente importante no caso da acne, uma doença inflamatória.

Mas fique atenta, pois nem todos os suplementos de ômega-3 a venda no mercado são bons.

Sempre analise o rótulo para ver se o suplemento contém EPA e DHA. Estes são os dois tipos de ácidos graxos de cadeia longa da série ômega-3 que têm ação anti-inflamatória.

Consuma em torno de 1.000 mg/ dia. Recomendo que você tome seu suplemento durante as principais refeições.

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Probióticos e a acne

Por outro lado, a suplementação com probióticos, que são bactérias boas, também atua positivamente na redução da inflamação.

A ingestão de probióticos resulta em uma flora intestinal mais equilibrada, que protege o intestino da inflamação. Quanto maior a variedade de bactérias oferecidas pelo suplemento, melhor.

Um intestino saudável garante mais saúde para todo o organismo. Isso porque deixa o nosso sistema imunológico mais livre para defender o corpo.

Ou seja, um sistema imunológico mais eficiente tem como proteger melhor todo o organismo das inflamações, inclusive a pele.

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Mas além de consumir os probióticos, é indispensável consumir muitas fibras. As fibras, também chamadas de prebióticos, servem de alimento para as bactérias boas.

Assim, capriche no consumo de cereais integrais, leguminosas, frutas e hortaliças diariamente.

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