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Comer intuitivo

Conheça a Nutrição Comportamental

Você já ouviu falar em Nutrição Comportamental? Não! Então, vem que eu te conto tudo! Aprenda como voltar a ter uma relação saudável com a comida e ainda assim emagrecer.

Um mundo de sobrepeso e obesidade

A luta contra a balança é uma situação vivenciada por cada vez mais pessoas. Existem no mundo hoje, segundo a revista Lancet, 2,1 bilhões de pessoas acima do peso, número quase o triplo do da década de 1980. Isso significa que 1 em cada 3 pessoas no mundo está com sobrepeso ou obesidade.

Com esses números crescendo ano após ano, é natural que tenha chamado a atenção do mercado. Foi criada então toda uma indústria, voltada a fabricar e oferecer ao consumidor ávido por soluções rápidas e fáceis, toda uma gama de produtos.

Dietas restritivas, alimentos “saudáveis” prontos para consumo, livros, revistas, blogs, palestras, equipamentos, APPs para celular, programas de TV, restaurantes e mercados especializados em comidas para dieta, etc. etc. etc.

Mesmo com tanta informação circulando, o número de pessoas obesas no mundo não para de crescer. É como um círculo vicioso. Cada vez mais gente com sobrepeso ou obesidade e cada vez mais gente consumindo esses “produtos milagrosos”. No meio de toda essa ciranda estão os alimentos hora vilões, hora mocinhos.

Para muitas pessoas os alimentos não passam de um saco cheio de calorias, ou na melhor das hipóteses, numa bolsa cheia de calorias e nutrientes, que existem apenas para nos fazer cair em tentação ou então para nos tornar saudáveis. Saudáveis??!!

Comer intuitivo

A Nutrição Comportamental

A OMS define saúde como “o completo estado de bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de enfermidade”.

Com base nessa definição, quem vive contando calorias de tudo, quem se recusa a sair com os amigos ou a família para não furar a dieta, quem corre quilômetros só porque comeu uma colher de sorvete, é saudável?! Pela definição, pessoas cheias de neuras não são pessoas realmente saudáveis.

Como contraponto a tudo isso surgiu um movimento denominado Nutrição Comportamental, que deseja ajudar as pessoas a fazerem as pazes com os alimentos, para que voltem a ter uma relação saudável com eles.

Tem por objetivo mudar os rumos da atual visão restrita e dicotômica do saudável x não saudável, dos alimentos bons x alimentos ruins, do proibido x recomendável, onde o prazer de comer é sempre associado à culpa.

Uma visão mais ampla

A Nutrição Comportamental inclui os aspectos fisiológicos, sociais e emocionais da alimentação. E, como o próprio nome já indica, visa promover mudanças de comportamento. Busca resgatar nos indivíduos o “comer intuitivo”, ou seja, o comer que leva em consideração as necessidades do próprio corpo, a fome e a saciedade.

O comer intuitivo não é, e nem pretende ser, mais uma dieta com o objetivo principal de produzir a perda de peso, mas sim um instrumento de resgate dos sinais internos de fome, saciedade e autonomia alimentar, que pode ter como consequência a perda de peso.

Nutrição Comportamental

São recomendações da Nutrição Comportamental

Rejeite a mentalidade de dieta

Desapegue-se da falsa esperança de que existe uma dieta que leve à perda de peso rápida, fácil e permanente. Essas dietas só servem para te deixar frustrado e fazer você se sentir uma fracassada toda vez que engorda, mas enriquecendo seus criadores.

Respeite seu corpo e aceite sua genética

Fica muito difícil rejeitar a mentalidade de dieta se você tem expectativas fantasiosas e é extremamente crítico com relação à sua forma corporal.

Coma com atenção

Minha avó sempre me dizia: “a hora da refeição é uma hora sagrada”. É hora de você prestar atenção no que está comendo, em mastigar bem, se deliciar com o sabor dos alimentos, sentir o prazer de uma refeição com alimentos de verdade.

Não é hora de estar conectado com qualquer aparelho eletrônico. Estar presente à mesa de corpo e alma, prestando atenção aos sinais internos de fome, saciedade e satisfação.

Pare de pensar em dieta

As dietas são assuntos dominantes em qualquer roda feminina. Virou uma neurose. Toda essa super preocupação com a alimentação, com o que engorda ou não, o que intoxica e desintoxica, aumenta a produção de hormônios do stress que acabam produzindo no corpo o efeito inverso do que se deseja.

Está comprovado: stress engorda! As pessoas precisam se conscientizar que há um limite para as mudanças do corpo. As pessoas precisam buscar a saúde e não um ideal imposto pela indústria da moda e das celebridades.

A busca por uma alimentação perfeccionista também é um transtorno e tem nome: ortorexia nervosa.

Se conscientize que nada é proibido, mas o excesso é prejudicial

É importante ressaltar que o consumo exagerado de qualquer substância faz mal à saúde, então, não será benéfico o consumo indiscriminado e frequente de apenas alguns poucos tipos alimentos.

Tenha uma alimentação variada e colorida. E você não precisa comer uma dieta 100% perfeita para ser saudável. Esteja consciente daquilo que você come, mas não viva só pensando em comida.

Nutrição Comportamental

Honre sua fome, mas aprenda a diferença entre fome e ansiedade

Uma forma um pouco trabalhosa de identificar quando comemos por fome ou por ansiedade é fazer um Diário Alimentar e anotar ao lado do que comemos as emoções vivenciadas no momento daquela refeição.

Depois de algum tempo seguindo essa metodologia, você estará se conhecendo melhor, e apta a fazer essa diferenciação de forma tranquila e natural.

Uma pesquisa realizada recentemente, em janeiro de 2016 nos EUA, na Universidade de Cornell, trouxe como resultado que comer sem fome pode elevar os picos de glicemia.

Ao consumirem uma refeição a base de carboidrato “sem” estarem com fome, indivíduos apresentaram maiores picos de glicemia comparados àqueles que consumiram a mesma refeição, porém com sensação de fome. Então, se estiver realmente com fome, coma.

Exercite-se por saúde

Faça exercícios não apenas para perder peso. Ache uma atividade física que te dê prazer.

Valorize a arte de cozinhar e aprecie o prazer de comer 

Valorize a comida de verdade, aquela que você realmente sabe o que está comendo e aproveite! Alguns utensílios ajudam muito a preparar refeições saudáveis e de forma rápida. Dá só uma lida aqui nesse post.

Conclusão

Aprender a diferença entre fome e ansiedade e um ponto nevrálgico da nutrição comportamental. É, também, um desafio para quem vive em conflito com a balança. Envolve autoconhecimento e um mergulho profundo, muitas vezes até doloroso, nas razões pelas quais comemos.

Assim, frequentemente descobrimos que comemos não porque estamos com fome. Muitas vezes buscamos conforto num alimento para aplicar nossa ansiedade.

Uma boa estratégia do movimento para identificar cada situação é fazer uma diário alimentar que contemple não só os alimentos e as quantidades consumidas, mas principalmente, as emoções associadas a cada refeição. Isso permitirá que você se conheça melhor.

As propostas da nutrição comportamental nos convidam a olhar para dentro de nós mesmas e a admitir que estamos lidando de forma equivocada com as nossas emoções, o que pode precisar de uma investigação mais profunda, com a ajuda de um profissional da área da psicologia.

No entanto, esse novo olhar para a forma como nos alimentamos pode ser a esperança de um emagrecimento duradouro.

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1 comentário em “Conheça a Nutrição Comportamental”

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