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Berlim: dicas de viagem parte 3

Terminando finalmente meu guia de viagem Berlim, aqui está o terceiro e último post da série. Clique aqui para ver o primeiro e aqui para ler o segundo. Que eu amei a cidade acho que já ficou claro, não é?! Mas realmente é um lugar incrível, com muita história, cultura e diversão.  Abaixo relaciono os outros lugares que visitei:

Guia de viagem – Berlim

Catedral de Berlim (Berliner Dom)

Endereço: Lustgarten 1. Localiza-se às margens do rio Spree, na Ilha dos Museus. Horário: de seg. a sab., das 9 às 20 h e dom e feriados, das 12 às 20 h. Nos meses de outubro a março, o horário de fechamento é às 19 h.

Guia de viagem Berlim.
Catedral de Berlim.

A entrada principal fica de frente para a Lustgarten, uma praça cercada de árvores e com uma fonte no meio, que é rodeada por um gramado. Ali as pessoas aproveitam para relaxar nos dias ensolarados. Muitas vezes também acontecem eventos nesse local.

É a maior e mais importante igreja protestante de Berlim, foi construída entre 1894 e 1905, mas a sua história se inicia muito antes, em 1465. Nesse ano a Capela St. Erasmus, pertencente ao recém-construído palácio real de Cölln, foi elevada ao status de igreja colegiada ou “Domkirche”, que era o termo usado na época para designar este tipo de igreja.

Guia de viagem Berlim.
Interior da Catedral.

Em 1535, o príncipe Joachim II começou a remodelar o prédio que abrigava a igreja Dominicana e que ficava ao sul do palácio, para ser a igreja da corte, movendo assim a “Domkirche” para este endereço. Com a conversão de Joachim II ao Protestantismo, a até então igreja católica foi transformada em protestante luterana.

Em 1747 como o prédio da igreja já estava bem degradado, Friedrich II ordenou que uma nova edificação fosse construída. Assim, baseada no projeto arquitetônico de Johann Boumann, foi construída entre 1747 e 1750 uma nova catedral em estilo barroco.

Cerca de 70 anos mais tarde, para celebrar a união das comunidades luteranas da Prússia, a catedral foi remodelada por dentro e por fora em estilo neoclássico pelo arquiteto Karl Friedrich Schinkel.

Anos mais tarde, a família real achou que esta catedral era muito modesta e não representava bem a monarquia. Sob ordens do rei Friedrich Wilhelm IV, foi decidido então que uma catedral mais imponente deveria ser construída. Então, a antiga catedral foi demolida e a construção da atual Berliner Dom se iniciou em 1894, sendo finalmente inaugurada em 27 de fevereiro de 1905. Projetada por Julius Raschdorff em estilo barroco com influência do renascimento italiano, com de 114 m de comprimento, 73 m de largura e 116 m de altura.

Na Segunda Guerra Mundial, durante um ataque aéreo, a cúpula da catedral foi atingida por uma bomba de líquidos inflamáveis.  Devido ao difícil acesso, o fogo não pode ser controlado e toda a cúpula foi destruída, partes dela em chamas caíram sobre a catedral alastrando o fogo.

Catedral de Berlim.
Cúpula da Catedral.

Em 1953 um telhado temporário foi construído para cobrir a catedral e proteger o que restou do seu interior. Ficando em Berlim Oriental depois da divisão da cidade, a catedral só começou a ser reconstruída pelo governo em 1975 com a ajuda financeira da Igreja Protestante e da Alemanha Ocidental.

Durante os trabalhos de reconstrução, o desenho original da catedral foi um pouco alterado, sendo o salão do memorial que ficava na asa norte demolido e a cúpula simplificada. A reconstrução da fachada ficou pronta em 1983 e no ano seguinte iniciaram-se os trabalhos de restauração do interior, sendo a catedral reaberta solenemente em 06 de junho de 1993.

Guia de viagem Berlim.
Interior da Catedral.

A Berliner Dom é majestosa e belíssima por dentro, ricamente decorada com relevos que ilustram histórias do Novo Testamento e importantes figuras da Reforma Protestante. Em seu interior encontra-se o maior órgão de tubos da Alemanha, tendo mais de 7.200 tubos, construído por Wilhelm Sauer.

A catedral também abriga a cripta da família Hohenzollern contendo mais de noventa tumbas e sarcófagos, incluindo as do rei Friedrich I e da rainha Sophie Charlotte, que são ricamente trabalhadas.

A cúpula da catedral também pode ser acessada após os visitantes subirem os 270 degraus. Mas vale a pena pela vista deslumbrante da cidade lá de cima.

Guia de viagem Berlim
Vista da cúpula da Berliner Dom.
Vista da Catedral de Berlim.
Outra vista a partir da cúpula da Catedral de Berlim.

Guia de viagem Berlim: Praça Alexanderplatz

Endereço: Alexanderplatz – Mitte, 10178 Berlim.

Guia de viagem Berlim.
Na Praça Alexanderplatz.

A 2ª Guerra arrasou quase todas as construções da praça, que foram substituídas por obras da década de 1960. Hoje abriga diversas áreas de compras e cinemas. É super movimentada e nela se localiza uma das principais estações de metrô da cidade, por onde passam diversas linhas.

Dentre os vários pontos turísticos encontram-se o Urania-Weltzeituhr, um grande relógio que mostra os nomes de diversas cidades do mundo com as suas respectivas horas; a Fonte da Amizade Internacional, uma fonte com 23 m de diâmetro que foi construída em 1970 durante a remodelação da praça e claro a famosa Torre de TV (Fernsehturm).

Fernsehturm ou Telespargel (Torre de televisão)

End: Panoramastrasse 1A – Mitte, 10178 Berlim.

Erguida em 1969, é a estrutura mais elevada da cidade, com 368 m. De sua plataforma a mais de 200 m de altura se tem uma visão magnífica de Berlim em 360 graus. Uma das atrações da torre é o Sphere Restaurant, um café giratório. Uma volta inteira leva cerca de meia hora, o que torna possível uma vista aérea de toda a cidade enquanto se toma um cafezinho. Há elevadores que levam os visitantes em cerca de 40 segundos da base até a plataforma panorâmica. Quem tiver reserva para o restaurante não pega fila para visitar a torre. Veja informações aqui.

Guia de viagem Berlim.
Torre de televisão.
Guia de viagem Berlim.
Aproveitando a vista do Tele-Café.
Aproveitando também o “cafezinho”!
Um trechinho da vista de 360o do Sphere Restaurant.
Guia de viagem Berlim.
A Fonte de Netuno e a torre de Televisão.
Guia de viagem Berlim.
A fonte de Netuno e ao fundo A Rotes Rathaus, a monumental prefeitura de tijolos vermelhos.

Guia de viagem Berlim: Tiergarten

Endereço: Straße des 17. Juni – Tiergarten, 10785 Berlim.

No coração da cidade, o Tiergarten é o pulmão verde de Berlim. Não somente o parque leva o nome de Tiergarten como também o bairro. Com seus 210 hectares e 2,1 km2, o Tiergarten é o segundo maior parque de Berlim. Ele se estende da Potdsdamer Platz ao Portão de Brandenburgo e de lá até a estação Zoologischer Garten.

Tiergarten que significa “jardim dos animais” era antigamente o campo de caça da realeza. Mas em 1830 foi transformado em parque com paisagismo de Peter Joseph Lenné. A guerra provocou muitos danos, mas as árvores foram posteriormente replantadas.

Popular atração entre turistas e queridinho dos locais, o parque Tiergarten é perfeito para passear, correr, andar de bicicleta, fazer piquenique, jogar bola ou simplesmente deitar em seus gramados para tomar um solzinho ou relaxar. Apresenta também lagos e riachos no seu interior.

Passeio no parque.

Guia de viagem Berlim: Reichstag (prédio do Parlamento)

Endereço: Platz der Republik 1 – Tiergarten, 11011 Berlim.

A poucos metros do Portão de Brandenburgo encontra-se o Reichstag, que é o prédio que abriga o parlamento alemão (Bundestag). Projetado por Paul Wallot e inaugurado em 1894, o edifício em estilo neo-renascentista tem dimensões monumentais: 137 m de comprimento e 97 m de largura.

A moderna cúpula de vidro assinada pelo arquiteto Normam Foster e o terraço podem ser visitados de graça, entretanto é necessário fazer um agendamento com no mínimo 2 dias de antecedência no site do Bundestag. Há opções de visitas guiadas e independente. Se optar pela independente, você pode pegar um guia de áudio (grátis), também em português, que narra sobre o parlamento e outros pontos de Berlim, à medida em que você vai circulando pela cúpula.

Parlamento de Berlim.

Guia de viagem Berlim: Memorial do Holocausto (Holocaust-Mahnmal)

Endereço: Cora-Berliner-Straße 1 – Tiergarten, 10117 Berlim.

A ideia de construir um memorial para as vítimas do holocausto nasceu em 1988. Após anos de debates, uma licitação pública foi feita e centenas de propostas para um memorial foram recebidas. Somente em junho de 1999, o parlamento alemão aprovou a construção próximo ao Portão de Brandenburgo. O projeto vencedor foi do arquiteto americano Peter Eisenman.  

A construção foi iniciada em abril de 2003 e em dezembro de 2004 foi concluída. Em 10 de maio de 2005 o monumento foi inaugurado, fazendo parte das celebrações dos 60 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, e dois dias depois foi aberto ao público.

O memorial foi construído numa área de 19 mil m2, que antes fazia parte da chamada “faixa da morte” quando o muro de Berlim existia. O monumento consiste de 2.711 blocos de concreto cinza escuro, quase preto, distribuídos em fileiras paralelas sob uma superfície ondulada.

A visita ao memorial é gratuita e os caminhos entre os blocos de concreto podem acessados por diversos lados, podendo-se caminhar livremente entre eles. Esta parte do memorial é sempre acessível, ou seja, é aberta dia e noite.

Já no subsolo encontra-se uma sala subterrânea com 800 m2 chamada de “Local da Informação” (ou Ort der Information em alemão), onde estão expostos documentos, imagens e detalhes biográficos de pessoas e famílias que foram vítimas do holocausto.

Memorial do Holocausto.

Guia de viagem Berlim: Potsdamer Platz (Praça Potsdamer)

Endereço: Potsdamer Platz – Tiergarten, 10785 Berlim.

Fica a cerca de 1 km de distância do Portão de Brandenburgo e do Reichstag, é uma praça com prédios modernos e é um dos locais mais movimentados de Berlim. É o centro financeiro e de negócios da cidade. Ao lado de prédios de escritórios, a região tem muitos edifícios com cinemas e um teatro, assim como um enorme shopping, o Arkaden, um hotéis de luxo, restaurantes e muitos bares.

Assim como a maior parte do centro de Berlim, a Potsdamer Platz foi severamente bombardeada durante a Segunda Guerra, tendo metade dos seus prédios e construções destruídos. Quando Berlim foi divida em setores, a praça em si acabou como parte da fronteira entre os setores americano, soviético e britânico.

Com a construção do muro em 1961 a Potsdamer Platz acabou sendo dividida em duas e até a metade dos anos 70 todos os prédios que ainda existiam foram demolidos, tornando a praça um local vazio e desolado. Do lado oriental era fortemente vigiada pelos soldados para evitar fugas. Com a queda do muro, o espaço, localizado no centro da cidade, tornou-se interessante novamente, atraindo diversos investimentos.

A cerca de 700 m da Potsdamer Platz, encontra-se também um trecho longo do muro, onde ocorre a exposição “Topografia do Terror”. Além disto, há também fragmentos do muro de Berlim próximo de uma das entradas do metrô da estação Potsdamer Platz e do hotel Ritz-Carlton.

Em alguns trechos do Muro de Berlim foram pintados vários grafites por artistas locais que ficam famosos mundialmente.

Fragmentos do Muro de Berlim.
Arte nos resquícios do Muro de Berlim.
Grafites no Muro de Berlim.

Guia de viagem Berlim: Coluna da Vitória (Siegessaule)

Endereço: Grosser Stern 1 – Tiergarten, 10785 Berlim.

É um dos cartões-postais mais famosos de Berlim, fica localizada no Centro Ocidental. A Coluna da Vitória, desenhada por Heinrich Strack, foi construída para comemorar a vitória da Prússia sobre a Dinamarca na guerra de 1864. Em poucos anos a Prússia ganhou mais duas guerras, desta vez contra a Áustria, em 1866 e contra a França em 1870/1871. Estas últimas vitórias serviram de inspiração para adicionar ao topo da coluna a estátua de Vitória, a deusa romana da vitória, que não constava nos planos iniciais.

A estátua de bronze de Vitória foi desenhada por Friedrich Drake e tem 8,3 m de altura e pesa 35 toneladas.

Coluna da Vitória.

Originalmente a coluna foi erguida na praça Königsplatz (atual Praça da República) em frente ao prédio do Reichstag. Como parte dos planos dos nazistas de transformar Berlim em “Welthauptstadt Germania” (Capital Mundial Germânica), a Coluna da Vitória foi transportada para seu local atual.  Ao mesmo tempo, a coluna foi aumentada em 7,5 m, atingindo a sua altura atual de 66,89 m.

Felizmente não sofreu danos durante a Segunda Guerra, mas após a guerra os franceses, que eram um dos aliados que derrotou a Alemanha, solicitaram a sua demolição. Entretanto os americanos e os ingleses, os outros aliados, rejeitaram a sugestão.

Há um túnel subterrâneo que leva até o centro da Grosser Stern, onde se encontra a Coluna da Vitória. Quatro construções que parecem templos antigos indicam a entrada para o túnel. 

Coluna da Vitória.

A Coluna da Vitória tem uma plataforma de observação que fica a 50,66 m de altura. Comprando um ingresso de valor relativamente baixo, pode-se subir até a plataforma de observação, através de uma escadaria espiral e relativamente estreita com 285 degraus. A subida vale a pena, pois de cima tem-se uma vista panorâmica das imediações, sendo possível ver muitas das famosas atrações de Berlim.

Goldelse.

A plataforma é aberta a visitação de segunda a sexta-feira das 9:30 até as 18:30 h, e aos sábados e domingos das 9:30 às 19 h, nos meses de abril a outubro. De novembro a março, a plataforma é aberta das 10 até as 17 h, de segunda a sexta-feira e nos finais de semana das 10:00 as 17:30 h.

Vista da Coluna da Vitória.

Entre 2010 e 2011 a coluna foi renovada ganhando novo brilho: a estátua e outras partes da construção foram cobertas com folhas de ouro, totalizando 1,2kg.

Guia de viagem Berlim: Igreja Gedächtniskirche ou Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche (Igreja Quebrada)

Endereço: Breitscheidplatz, 10789 Berlim.

Guia de viagem Berlim.
Igreja Quebrada.

A imensa igreja neorromânica foi projetada por Franz Schwechten e inaugurada em 1895. Sua torre, que foi extremamente danificada por bombardeios durante a Segunda Guerra (1943), e que não foi restaurada, é um símbolo para lembrar a destruição causada pela guerra.

Os restos da torre são hoje um memorial para lembrar os acontecimentos e destruições que aconteceram na Segunda Guerra Mundial. Uma das principais peças exposta é a Cruz de Pregos de Conventry, representando reconciliação.  Os pregos, dos quais a cruz é feita, foram retirados das vigas do telhado da catedral de Coventry na Inglaterra, que também foi destruída após um ataque aéreo alemão e que também teve suas ruínas mantidas. Dentro do salão encontram-se ainda documentos que contam a história da igreja, assim como fotos históricas que mostram a igreja antes da destruição.

O complexo da Gedächtniskirche inclui não somente as ruínas da igreja, mas também a nova e moderna igreja construída ao seu lado. Está localizada na praça Breitscheidplatz, que fica entre a avenida Ku’damm e a rua Budapester Straße.

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Igreja Quebrada.

O nome da igreja foi uma homenagem do imperador Wilhelm II ao seu avô, o imperador Wilhelm I. A igreja tinha cinco torres, sendo que a principal tinha 113 m de altura. O interior da igreja era decorado com belos mosaicos, que ainda podem ser vistos no salão que ainda existe.

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Mosaico da Igreja Quebrada.

Após um incêndio causado por um ataque aéreo durante a Segunda Guerra, na noite de 23 de novembro de 1943, a igreja foi quase toda destruída, restando somente uma parte da torre de 113 m e parte do salão de entrada. A princípio, o que restou deveria ser demolido para construir uma nova igreja, entretanto após protestos, decidiu-se manter as estruturas que restaram e integra-las na construção da nova igreja.

A nova igreja foi desenhada por Egon Eiermann e sua construção começou em 1959 e foi  inaugurada no dia 17 de dezembro de 1961. É compostas de várias partes que foram construídas ao redor da antiga torre e seu design é moderno com formas geométricas:  a igreja tem uma forma octagonal, a torre do sino é hexagonal, enquanto o salão atrás da igreja e a capela são retangulares. Suas paredes são compostas por mais de 20.000 quadrados de vidro, na cor predominantemente azul, que foram desenhadas pelo artista de vidro francês Gabriel Loire.

 

Museu Judaico de Berlim (Jüdisches Museum)

Endereço:  Lindenstr. 9-14 – 10969 – Berlim.  Horário: das 10 as 22 h na seg. e das 10 as 20 h de ter-dom. O museu fica fechado no dia 24 de dezembro e nos feriados judaicos Yom Kippur e Rosh Hashaná. Crianças até 6 anos não pagam e no primeiro sábado de cada mês a entrada é grátis para as pessoas com menos de 18 anos.

Desde a sua abertura em 2001, o Museu Judaico de Berlim tornou-se uma das principais atrações e é um dos museus mais visitados da cidade. Ele é também o maior museu judaico da Europa e sua exposição permanente mostra ao visitante dois milênios de história judaico-alemã, a relação entre judeus e não-judeus assim como os altos e baixos desta relação.

O Museu Judaico de Berlim consiste de dois prédios: uma construção antiga em estilo barroco, onde se encontram a entrada, o caixa, salas para exposições temporárias, salas para eventos, a lojinha do museu e um restaurante, e uma construção de arquitetura moderna, onde se encontram as exposições permanentes. Uma passagem subterrânea leva o visitante da entrada, no prédio antigo, ao prédio novo, uma vez que este não tem nenhuma entrada oficial.

A história dos judeus na Alemanha, a perseguição e o holocausto serviram de inspiração para Daniel Libeskind, um filho de judeus poloneses sobreviventes do holocausto, desenhar o prédio. 

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Museu Judaico.

É uma obra de arte da arquitetura moderna que por si só já é uma atração. É um prédio cheio de simbolismos que conecta sua arquitetura com o tema do museu – seu desenho, suas formas, suas estruturas em si recriam atmosferas e contam histórias.

A fachada  do prédio é revestida de zinco e tem janelas que mais parecem cortes estreitos e outras com formatos diferentes e inusitados. Uma estrutura em ziguezague lembra uma estrela-de-davi rompida. Diversos corredores levam à torre do Holocausto, que não tem janelas.

Em um destes corredores  encontra-se o trabalho do artista israelense Menashe Kadishman, chamado de “Shalechet” ou  “Folhas Caídas”: o chão é coberto por 10 mil rostos feitos de ferro, todos diferentes e faz um barulho quando pisamos sobre eles.

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Shalechet (Museu do Judaico).

Numa área de 3 mil metros quadrados, a exposição permanente mostra a vida dos judeus na Alemanha, da Idade Médias aos dias de hoje. Tudo é contado com documentos, cartas, fotos, imagens, vídeos, elementos interativos e objetos do cotidiano como móveis, louças e peças do vestuário.

O museu tem também em sua programação exibições temporárias.

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