Maltodextrina

O perigo da maltodextrina: cuidado com o consumo de carboidratos ocultos

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Com o culto ao corpo perfeito, as pessoas em geral têm tentado ingerir cada vez menos açúcar. A indústria alimentícia, para atender a essa demanda, tem procurado oferecer uma ampla variedade de produtos livres de açúcar de mesa, acrescentando, contudo, ingredientes como a maltodextrina. O problema é que ausência de sacarose não quer dizer necessariamente ausência de carboidratos ou de glicose, conceitos muitas vezes confundidos. Mas afinal, o que é maltodextrina? Para que serve? Obesos e diabéticos podem consumir livremente? Confira as respostas no post a seguir.



Maltodextrina: o que é

É um carboidrato que contém de 5 a 10 moléculas de glicose. Pelo tamanho de sua molécula a maltodextrina é, contudo, um carboidrato complexo bem pequeno. Alguns autores, inclusive, a classificam como um carboidrato simples. E, assim como o amido e o açúcar de mesa, a maltodextrina também é formada por moléculas de glicose.

A indústria a obtém através da quebra das moléculas de amido de milho, de trigo, de arroz ou de fécula. Assim, você encontra para vender na forma de um pó branco. Mas não possui sabor doce, assim como o amido. É, na verdade, quase insípida.



Na indústria de alimentos usa-se a maltodextrina para “dar corpo” as preparações. Ou para engrossar os produtos, melhorando a textura e o sabor. Por isso usa muito, por exemplo, em alimentos diet ou light. O objetivo nesse caso é “ocupar o espaço deixado pela ausência do açúcar de mesa”.

Isso porque o açúcar de mesa, além de adoçar os alimentos, também dá estrutura as receitas por seu próprio volume. Já os adoçantes não calóricos adoçam muito, mesmo quando adicionados em pequenas quantidades. Então, a indústria acrescenta também a maltodextrina nas suas receitas para ocupar o lugar que seria do açúcar.

Maltodextrina



Maltodextrina engorda

Independentemente se você consumiu açúcar de mesa, batata, pipoca ou um alimento qualquer contendo maltodextrina, você acabou ingerindo glicose.

E como todo carboidrato, a maltodextrina tem o poder de elevar rapidamente a glicemia do sangue (tem alto índice glicêmico). Por isso, apesar de muito rótulo indicar o contrário, pessoas que desejam emagrecer não devem consumir livremente. Ou seja, maltodextrina engorda como qualquer outro carboidrato.



Suplemento

A maltodextrina, contudo, costuma ser utilizada como suplemento pelos praticantes de atividade física que visam hipertrofia. Isso justamente porque eleva o índice glicêmico e com isso estimula a produção de insulina, um hormônio anabólico.

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E para diabéticos?

Pelo mesmo motivo que não deve ser utilizada por pessoas que buscam emagrecer, diabéticos também não devem consumir livremente. Ou seja, como contém glicose na sua composição, eleva a glicemia como qualquer outro carboidrato. Portanto, contabilize o consumo de produtos contendo maltodextrina no seu plano alimentar.

A indústria que coloca no rótulo que um produto contendo maltodextrina é zero açúcar não está necessariamente mentindo. Afinal, tecnicamente, a maltodextrina não é açúcar de mesa, mesmo que seja transformada em glicose poucos segundos após ser ingerida. Ou seja, a indústria apenas se aproveita de uma brecha na legislação.



Então, sabendo agora dessas informações, não se confunda. Leia sempre atentamente o rótulo dos produtos e procure por ingredientes que podem não ser necessariamente açúcar de mesa, mas que se comportam no nosso organismo da mesma forma.

Observe também que o açúcar de mesa tem vários sinônimos que são utilizados pela indústria na lista de ingredientes dos seus produtos. Confira a tabela abaixo:

O que é maltodextrina?

Enfim, é isso. Gostou? Então, compartilhe nas suas redes sociais. Para mais posts sobre nutrição acesse aqui.



2 comentários em “O perigo da maltodextrina: cuidado com o consumo de carboidratos ocultos”

  1. Esse produto é adicionado em vários produtos DIET que são consumidos por diabéticos.
    Isso é um crime! Temos que ter uma fiscalização maior desses produtos, para evitar problemas de altas glicêmicas que podem levar a ocorrências inesperadas.

    1. Olá, Eduardo! Verdade! Mas pela legislação não está errado. Temos mesmo é que mudar as leis. A legislação só se refere ao açúcar de mesa (sacarose). As pessoas têm que aprender a ler os rótulos, para não serem tão facilmente enganadas.

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